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Um pouco de cada professor na voz da professora Amanda Gurgel

Pro­fes­sora cri­tica edu­ca­ção no estado e vira “heroí­na” nas  redes sociais

Um ví­deo que mos­tra a pro­fes­sora Amanda Gur­gel cri­ti­cando a situ­a­ção da educação

no Rio Grande do Norte durante uma audi­ên­cia pública na Câmara dos Deputados

de seu estado fez com que a pro­fes­sora ganhasse admi­ra­do­res por todo o país.

 

O ví­deo que mos­tra a fala de Amanda teve 180 mil visu­a­li­za­ções no You­Tube desde o dia 14, quando foi postado,

e seu nome ficou entre os “tren­ding topics” do Twit­ter — a lista dos temas mais comen­ta­dos da rede social —

entre quarta e quinta-feira.

Amanda mos­trou seu con­tra­che­que de R$ 930 aos depu­ta­dos e enu­me­rou algu­mas das difi­cul­da­des encontradas

pelos pro­fes­so­res no estado, além dos bai­xos salá­rios: trans­porte pre­cá­rio, salas de aula super­lo­ta­das e até a

proi­bi­ção aos pro­fes­so­res de come­rem a merenda ofe­re­cida aos alunos.

A pro­fes­sora tam­bém cri­ti­cou a secre­tá­ria de Edu­ca­ção do RN, Betâ­nia Ramalho.

“A secre­tá­ria disse que não pode­mos ser ime­di­a­tis­tas, que pre­ci­sa­mos pen­sar a longo prazo.

Mas a minha neces­si­dade de ali­men­ta­ção é ime­di­ata”, disse. “Pedi­mos res­peito, pedi­mos que a senhora

não vai a mídia pedindo fle­xi­bi­li­dade, como se fôs­se­mos res­pon­sá­veis pelo caos”, afir­mou, referindo-se

à greve da categoria.

Com uma fala segura e firme, Amanda disse que não sen­tia ver­go­nha de mos­trar seu con­tra­che­que ao

público pre­sente na audi­ên­cia. “Quem deve­ria estar cons­tran­gido são vocês”, disse, dirigindo-se aos

depu­ta­dos e à secre­tá­ria Betânia.

 

Veja o depoi­mento da pro­fes­sora Amanda Gurgel:

 

E aqui em São Paulo será que o tra­ta­mento dado ao pro­fes­sor é diferente?

 

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Quanto custa um deputado federal?

Neste momento de elei­ção não pode­mos dei­xar de apre­sen­tar uma ques­tão mate­má­tica de extrema relevância.

Qual o custo de  um depu­tado fede­ral?

No geral as pes­soas recla­mam dos salá­rios rece­bi­dos pelos depu­ta­dos fede­rais no Bra­sil, mas não tem a mínima idéia que o custo é muito maior , pois além do salá­rio, cada depu­tado tem direito as seguin­tes verbas:

De modo geral, todos os 513 depu­ta­dos fede­rais rece­bem ver­bas para gas­tar, por exem­plo em mate­rial de escri­tó­rio e pagar os salá­rios de até 25 asses­so­res par­la­men­ta­res. Veja alguns des­ses ítens:
Verba de gabi­nete: R$ 60.000,00 (paga­mento de salá­rios dos 25 assessores).

Verba Inde­ni­za­tó­ria: R$ 15.000,00 (cobre gas­tos com gaso­lina, comida, hos­pe­da­gem, alu­guel de escri­tó­rio e consultoria).

Auxí­lio Mora­dia: RS 3.000,00

Verba para cota pos­tal, telefô­nica e banda larga: 4.000,000.

Verba para impres­sões e assi­na­tu­ras: R$ 1.000,00 (Com isso eles podem impri­mir o que qui­se­rem e assi­nar diver­sos jor­nais e revistas).

Verba para pas­sa­gens aéreas: R$ 9.000,00 (deta­lhe que eles não pre­ci­sam jus­ti­fi­car o motivo dos gas­tos com via­gem, pode ser até uma des­pe­dida de sol­teiro de um amigo).

Verba para assis­tên­cia médica: Ili­mi­tado (Isso mesmo, eles podem gas­tar a quan­tia que for com saúde).
E além disso
se o depu­tado gas­tar menos em um dos itens, ele pode gas­tar em outros, e ainda tem o salá­rio que é de R$: 16.512,00 mais o 13º, 14º e 15º salários.

Fazendo-se um cál­culo rápido, a par­tir dos dados apre­sen­ta­dos, cada depu­tado repe­senta no mímino um custo de R$ 158.048,00 por mês.

Em um ano R$1896,576 e em um man­dato R$ 7586,304. 

Na hora de votar, lembre-se disso!

E se fizer­mos o mesmo levan­ta­mento para um senador?Será que é mais ou menos?

Fonte: Supe­rin­te­res­sante

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A cada dia, um professor se licencia por dois anos

Segundo FÁBIO TAKAHASHI, da Folha Online:

O pro­fes­sor de his­tó­ria Car­los, 42, fala sozi­nho às vezes. Seu cora­ção, conta, dis­para sem motivo apa­rente. “Não con­se­guia con­tro­lar os alu­nos. Que­ria pas­sar o con­teúdo, pou­cos me ouviam. Foi me dando uma angús­tia. Fiquei nervoso.”

Não era assim. “Eu era bem calmo”, afirma, referindo-se ao período ante­rior a 2004, quando entrou como docente tem­po­rá­rio na rede de ensino paulista.

Apro­vado um ano depois em con­curso, foi con­si­de­rado apto a dar aulas, na zona sul da capi­tal. Pas­sa­dos três anos, obteve uma licença médica, que se renova até hoje, sob o diag­nós­tico de dis­fo­ria –ansi­e­dade, depres­são e inquietude.

Car­los espera nova perí­cia. Quer se tor­nar rea­dap­tado –situ­a­ção de ser­vi­do­res com gra­ves pro­ble­mas de saúde, que ficam ao menos dois anos afas­ta­dos da sala de aula. Fazem ati­vi­da­des admi­nis­tra­ti­vas na secre­ta­ria e na bibli­o­teca, por exemplo.

De janeiro até a última sexta-feira, 194 docen­tes (mais de um por dia) da rede pau­lista foram rea­dap­ta­dos, aponta levan­ta­mento da Folha no “Diá­rio Ofi­cial”. Pelos cál­cu­los da pro­fes­sora Maria de Lour­des de Moraes Pez­zuol, que fez uma pes­quisa finan­ci­ada pela Secre­ta­ria da Edu­ca­ção, 8% de todos os pro­fes­so­res da rede estão readaptados.

Os casos mais recor­ren­tes são pro­ble­mas nas cor­das vocais, na coluna e psi­co­ló­gi­cos. A autora do estudo é ela pró­pria uma pro­fes­sora readaptada.

Entre os ser­vi­do­res da Edu­ca­ção, o índice desse tipo de afas­ta­mento é maior que dos demais: 79% dos rea­dap­ta­dos tra­ba­lham nas esco­las, cate­go­ria que soma 53% do funcionalismo.

POR QUE ADOECEM

Pes­qui­sa­do­res apon­tam duas razões para tan­tas licen­ças. A pri­meira é a con­cep­ção da escola, que requer para as aulas estu­dan­tes qui­e­tos e enfi­lei­ra­dos. “Isso não existe mais. Esta gera­ção é muito ativa. O pro­fes­sor se vê frus­trado dia a dia por não con­se­guir a aten­ção deles”, diz o soció­logo Rudá Ricci, que faz pes­qui­sas com edu­ca­do­res de redes públi­cas do país, inclu­sive no muni­cí­pio de São Paulo.

A outra razão são as con­di­ções de tra­ba­lho. Em geral, os pro­fes­so­res dão aulas em clas­ses com mais de 35 alu­nos, pos­suem mui­tas tur­mas e pou­cos recur­sos (não há, por exem­plo, micro­fone). Estudo divul­gado na semana pas­sada pelo Ins­ti­tuto Brau­del e pelo pro­grama Ful­bright mos­tra que os docen­tes pau­lis­tas têm con­di­ções pio­res que os de Nova York.

Têm carga maior (33 horas sema­nais em sala, ante 25) e pos­suem mais alu­nos por sala (35 e 26, respectivamente).

Fonte: Folha Online

Fora a com­pa­ra­ção sala­rial que não foi colo­cada na repor­ta­gem, veja abaixo:

Como pro­fes­sor titu­lar de cargo, eu Car­los Roberto da Silva, estou recen­te­mente afas­tado por 2 anos no Estado do de São Paulo, pois, nas par­ti­cu­la­res e facul­da­des sou melhor remunerado.

Opine!

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São Paulo cai quatro posições em ranking salarial de docentes

Segundo a Folha Online:

“A rede esta­dual pau­lista de ensino caiu qua­tro posi­ções desde 2007 no ran­king naci­o­nal de salá­rios ini­ci­ais, para pro­fes­so­res da edu­ca­ção básica. Ocupa hoje a 14ª colo­ca­ção entre os 27 Estados.”

Esses dados jus­ti­fi­cam a greve rea­li­zada pelos pro­fes­so­res esta­du­ais rea­li­zada desde o iní­cio do mês de março.

Ainda de acordo com o levan­ta­mento feito pela Folha:

” no sis­tema pau­lista, o salá­rio é de R$ 1.834, para uma jor­nada de 40 horas sema­nais. Foi con­si­de­rada a remu­ne­ra­ção ini­cial (que abrange metade da rede esta­dual de SP) dos docen­tes com for­ma­ção supe­rior. A hora-aula paga em São Paulo equi­vale à metade da de Roraima, uni­dade com a melhor remuneração.”

Quando será que o Bra­sil vai, de fato, dei­xar de pagar um salá­rio de misé­ria para o professorado?

Sin­ce­ra­mente, estou com 39 anos, e 15 anos de magis­té­rio no estado de São Paulo e  com cer­teza não esta­rei vivo para ver esse dia che­gar. Assim como vários ami­gos de pro­fis­são não vou con­ti­nuar como pro­fes­sor da rede pública, pois estou bas­tante des­mo­ti­vado, entre diver­sos moti­vos o salá­rio que é real­mente uma miséria.

Os pro­fes­so­res de São Paulo estão em greve há quase um mês e  exi­gem rea­juste de 34,3%. Será que é pedir muito para o Estado mais rico do Brasil?

Veja o ran­king dos Estados:

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Bons professores do ensino básico estão em falta no mercado

Segundo a Folha Online:

pro­fes­sor

“Nos pró­xi­mos dez anos, a pre­vi­são é que fal­tem pro­fes­so­res para aten­der à demanda do ensino básico no país.

Essa foi a con­clu­são do estudo “Esta­tís­ti­cas dos Pro­fes­so­res no Bra­sil”, divul­gado no mês pas­sado pelo Minis­té­rio da Edu­ca­ção e que inclui diver­sos dados refe­ren­tes ao período de 1991 a 2002.

De acordo com os dados levan­ta­dos pelo estudo, entre os anos de 1996 e 2002, houve uma redu­ção sig­ni­fi­ca­tiva do número de pro­fes­so­res com for­ma­ção até o ensino fun­da­men­tal –de 15,3% em 1996 para 2,8% no ano pas­sado entre os que dão aulas para clas­ses da 1ª à 4ª série. Já entre os docen­tes que atuam da 5ª à 8ª do ensino fun­da­men­tal, o per­cen­tual caiu de 1% para 0,3%.”

Qual será o motivo da redução?

Salá­rio, valorização, .…?

Fonte: Folha Online

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