Blog do Professor de Matemática
Archive for category Pesquisadores
E se houvesse apenas 100 pessoas no mundo?
Posted by math in Curiosidades, Estatística, Matemática, Notícias, Números, Pesquisadores, Tratamento da Informação on 30 de maio de 2010
A estatística e os resultados de uma amostra questionam:
E você, concorda com esses resultados?
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Meninas vão melhor em matemática em países com mais igualdade
Posted by math in Estatística, Notícias, Pesquisadores, Tratamento da Informação on 15 de janeiro de 2010
Um estudo realizado nos Estados Unidos mostra que, em países onde há mais igualdade entre os sexos, as meninas tendem a ter um melhor desempenho em matemática do que os meninos — apesar de terem menos confiança que eles na matéria.
A pesquisa, realizada em três universidades americanas e publicada na revista da Associação Americana de Psicologia, mostra ainda que a falta de confiança das meninas em suas habilidades, em todo o mundo, pode explicar por que elas acabam optando menos por carreiras em ciência, tecnologia, engenharia e matemática.
“Estereótipos sobre inferioridade feminina em matemática são um contraste claro com os verdadeiros dados científicos”, disse Nicole Else-Quest, professora de psicologia da Villanova University e principal autora do estudo.
“Nossos resultados mostram que as meninas obtêm os mesmos resultados que os meninos quando recebem as ferramentas educacionais corretas e têm modelos de mulheres que fazem sucesso na carreira científica.”
Else-Quest e sua equipe analisaram dados de dois estudos internacionais que, juntos, englobam mais de 493 mil estudantes entre 14 e 16 anos, em 69 países.
Um estudo se concentra no conhecimento geral do aluno sobre matemática, e o outro avalia a habilidade de cada um de usar suas habilidades matemáticas no mundo real, além de verificarem o nível de confiança do estudante e o quanto acreditavam que saber matemática seria importante em suas carreiras.
Segundo os cientistas, os resultados apresentavam poucas diferenças em relação ao sexo do aluno, mas havia muitas variações entre meninos e meninas de país para país.
Os pesquisadores também perceberam que, em países onde o nível da educação das mulheres e seu envolvimento político era melhor, as meninas tendiam a ter um melhor desempenho em matemática.
“Esta análise nos mostra que, enquanto a qualidade da educação e o currículo afetam o aprendizado das crianças, também pesam o valor que escolas, professores e pais dão a ele. As meninas podem ter um desempenho igual ao dos meninos se forem incentivadas”, afirmou Else-Quest.
Fonte: Portal Terra
Morre aos 83 anos homem que ensinou as máquinas a pensar
Posted by math in Matemáticos, Notícias, Pesquisadores on 13 de janeiro de 2010
Quando criança, Ray Solomonoff desenvolveu uma paixão pelos teoremas matemáticos que duraria toda a vida e, na adolescência, se deixou cativar pela ideia de criar máquinas capazes de aprender e, um dia, de pensar. Em 1952 ele foi apresentado a Marvin Minsky, cientista cognitivo que também estava explorando a ideia de máquinas aprendizes, e ao jovem matemático John McCarthy. Passados quatro anos, os três, com a ajuda de outros setes cientistas, haviam criado um novo campo de trabalho, como parte do Projeto de Pesquisa de Verão do Dartmouth College, ao qual deram o nome de inteligência artificial.
O trabalho realizado por eles se tornou um marco no campo da inteligência artificial (termo cunhado por McCarthy, então professor de matemática no Dartmouth) e no da computação moderna. O grupo propôs um programa de estudos que afirmava que “o estudo deve proceder com base na conjectura de que cada aspecto de aprendizado ou qualquer outro recurso de inteligência pode, em princípio, ser descrito com tamanha precisão que uma máquina seria capaz de simulá-lo”.
No verão seguinte, Allen Newell, J. C. Shaw e Herbert Simon, pesquisadores do Instituto Carnegie de Tecnologia (hoje Universidade Carnegie Mellon), desenvolveram um programa para descobrir provas de teoremas lógicos. Simulado manualmente em 1955, o programa, chamado Logic Theorist, foi demonstrado na conferência de Dartmouth naquele ano e é considerado como o primeiro esforço de criação de um programa de inteligência artificial.
Solomonoff, que morreu no último dia 7 de dezembro, em Boston, aos 83 anos, mas cuja morte não foi divulgada publicamente, mergulhou ainda mais nesse campo em 1960, quando desenvolveu a ideia de probabilidade algorítmica.
A ideia emergiu de seu esforço para enfrentar o problema da indução: dada uma longa sequência de símbolos que descrevesse eventos reais, de que forma se poderia extrapolar a sequência? A ideia deu origem a uma nova abordagem quanto à teoria da probabilidade. Solomonoff continuou trabalhando e foi pioneiro na aplicação da teoria da probabilidade à solução de problemas de inteligência artificial. Mas nos anos 60 e 70 ele estava à frente de sua era e a abordagem que propunha inicialmente teve pouco impacto sobre o campo de estudos. Mais recentemente, a teoria probabilística ganhou prestígio entre os pesquisadores da inteligência artificial e é hoje a abordagem dominante.
“Ray realizou trabalhos iniciais sobre as fundações teóricas desses sistemas, concentrado em compreender como gerar e designar probabilidades de sequências de símbolos, que podiam ser mapeadas de forma a enfrentar o desafio de prever o que acontecer a seguir, tendo por base aquilo que tenha sido visto até o momento em questão”, disse Eric Horvitz, cientista da computação na Microsoft e ex-presidente da Associação para o Progresso da Inteligência Artificial. “Para além de seu trabalho técnico de fundamentos”, disse Horvitz, Solomonoff também foi “um proponente apaixonado da abordagem probabilística na inteligência artificial, com a promessa de criar sistemas de computação capazes de aprender e de raciocinar em situações de incerteza”.
O trabalho que ele realizou no começo dos anos 60 antecede as pesquisas do matemático russo Andrei Kolmogorov, um pioneiro nas pesquisas da teoria da informação, que posteriormente reconheceu a influência do trabalho de Solomonoff sobre as suas pesquisas.
Solomonoff posteriormente passou a se dedicar às consequências da inteligência artificial. Em 1985, ele escreveu um estudo que especulava sobre o custo e o tempo que seriam necessários para desenvolver uma máquina com inteligência muitas vezes superior à de um grupo de seres humanos. Ele definia essa questão como o “ponto infinito”. A ideia antecede a precisão do cientista da computação Vernor Vinge, que em 1993 especulou sobre uma evolução semelhante na inteligência mecânica, que ele definiu como “a singularidade”.
Nascido em Cleveland em 25 de julho de 1926, Solomonoff era filho de imigrantes russos, Julius e Sarah Solomonoff. Ele estudou Física na Universidade de Chicago e conseguiu seu mestrado em 1951. Ferozmente independente, ele trabalhou de maneira autônoma por boa parte de sua vida, assumindo postos em diversas instituições como professor visitante. Em 2001, ele foi professor visitante no Instituto Dalle Molle de Inteligência Artificial, em Lugano, Suíça, e mais recentemente exerceu o mesmo papel no Centro de Pesquisa e Aprendizado de Computação na Universidade de Londres.
Ele deixa a mulher, Grace, que informou que a causa de sua morte foi um aneurisma cerebral rompido. Solomonoff vivia em Cambridge, Massachusetts, e também tinha uma casa em New Ipswich, New Hampshire, que ele mesmo construiu e era aquecida por duas fileiras de lâmpadas no teto, um feito tornado possível pelo pesado isolamento que ele instalou e por coberturas isolantes para as janelas.
Fonte: Portal Terra
Tradução: Paulo Migliacci ME
The New York Times (John Markoff)


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