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Matemático russo recusa prêmio de US$ 1 milhão

Segundo o jor­nal Esta­dão,

O mate­má­tico russo Gri­gory Perel­man recu­sou um prê­mio de US$ 1 milhão ofe­re­cido pelo Ins­ti­tuto Clay de Mate­má­tica (CMI, na sigla em inglês), de Mas­sa­chu­setts, pela reso­lu­ção da con­jec­tura de Poin­caré, infor­mou a imprensa russa.

Divulgação/Congresso Inter­na­ci­o­nal de Mate­má­ti­cos
Enti­da­des bene­fi­ci­en­tes pedem que mate­má­tico aceite o prê­mio e entre­gue a elas

Na semana pas­sada, o CMI anun­ciou o Prê­mio do Milê­nio ao mate­má­tico russo pela solu­ção de um dos mai­o­res pro­ble­mas mis­té­rios da mate­má­tica, mas segundo o jor­nal Pravda, agên­cias de notí­cias rus­sas dis­se­ram que ele o recusou.

Há infor­ma­ções de que Perel­man lar­gou a mate­má­tica em 2006 e que vive em um apar­ta­mento com sua mãe, em São Peters­burgo. Segundo vizi­nhos, o apar­ta­mento seria infes­tado de baratas.

O par­tido comu­nista russo e uma enti­dade bene­fi­cente que cuida de cri­an­ças em São Peters­burgo fize­ram um apelo a Perel­man para que aceite o dinheiro e o entre­gue a eles.

Con­jec­tura

Perel­man, tido com excên­trico e recluso, solu­ci­o­nou a con­jec­tura em arti­gos publi­ca­dos na inter­net nos anos de 2002 e 2003.

Quando a solu­ção do pro­blema foi con­fir­mada, em 2006, ele foi indi­cado para rece­ber a Fields Medal — con­si­de­rado o Nobel da mate­má­tica — mas recu­sou ao prêmio.

Na oca­sião, o mate­má­tico afir­mou que a meda­lha era irre­le­vante para ele e que o fato de a solu­ção estar cor­reta já seria reco­nhe­ci­mento suficiente.

Ele não com­pa­re­ceu à entrega da meda­lha, pro­gra­mada para ser feita pelo do Rei Juan Car­los, da Espa­nha, durante o Con­gresso Inter­na­ci­o­nal de Mate­má­ti­cos, em Madri, em 2006. O con­gresso é rea­li­zado a cada qua­tro anos.

A solu­ção do pro­blema tam­bém foi reco­nhe­cida como “Avanço do Ano” pela revista espe­ci­a­li­zada Sci­ence, em 2006.

Antes disso, ele tam­bém tinha recu­sado um prê­mio do Con­gresso Euro­peu de Mate­má­ti­cos, em 1996.

A con­jec­tura de Poin­caré era um dos sete desa­fios levan­ta­dos pela CMI para os cha­ma­dos Prê­mios do Milê­nio, lan­ça­dos no ano 2000.

Os prê­mios foram cri­a­dos para cha­mar a aten­ção e recom­pen­sar a solu­ção de alguns dos pro­ble­mas mais difí­ceis enfren­ta­dos pelos mate­má­ti­cos na virada do milê­nio. A con­jec­tura de Poin­caré foi o único pro­blema solu­ci­o­nado até agora.

A con­jec­tura de Poin­caré foi for­mu­lada em 1904 pelo mate­má­tico fran­cês Henri Poin­caré e é de difí­cil com­pre­en­são para lei­gos e seria, segundo o CMI fun­da­men­tal para se com­pre­en­der for­mas tridimensionais.

Segundo a Wiki­pe­dia, a con­jec­tura afirma que “qual­quer vari­e­dade tri­di­men­si­o­nal fechada e com grupo fun­da­men­tal tri­vial é home­o­morfa a uma esfera tri­di­men­si­o­nal. Ou seja, num espaço com três dimen­sões fechado, sem ‘bura­cos’ deve ter a forma de uma esfera”.

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