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Livro Didático Público de Matemática

Título: Livro Didá­tico Público de Matemática

Alice Kazue Takahashi Lopes
Clau­dia Vanessa Cavi­chi­olo
Daisy Maria Rodri­gues
Doni­zete Gon­çal­ves da Cruz
Loreni Apa­re­cida Fer­reira Bal­din
Mar­cia Vivi­ane Bar­betta Manosso
Mírian Lon­ga­retti
Neusa Idick Scher­pinski
Roberto José Medei­ros Junior

Gênero: Edu­ca­tivo

Ao longo de todos esses anos, você tem estu­dado Mate­má­tica e, pro­va­vel­mente, con­se­gue reco­nhe­cer algu­mas situ­a­ções em que ela é fun­da­men­tal e está mais evi­dente. Diante das situ­a­ções viven­ci­a­das no coti­di­ano de seus estu­dos e pes­qui­sas, você já se ques­ti­o­nou sobre:

O que é Mate­má­tica? Para que ela serve? Quando vou usá-la?

Parece difí­cil pen­sar res­pos­tas em pou­cas pala­vras por­que a impres­são que temos é que sem­pre pode­re­mos complementá-las. Isto se deve ao fato da Mate­má­tica ter sido cons­truída ao longo da his­tó­ria da huma­ni­dade e quase sem­pre rela­ci­o­nada com outras áreas do conhe­ci­mento. E você faz parte dessa his­tó­ria de cons­tru­ção! Alguma vez você já pen­sou sobre isso?

A mate­má­tica é uma ciên­cia que pro­vém da cons­tru­ção humana, seus con­cei­tos sur­gi­ram da neces­si­dade do homem resol­ver situ­a­ções­pro­blema. Essas situ­a­ções nor­mal­mente estão rela­ci­o­na­das com outras áreas, mas nem sem­pre, em momen­tos que fica­mos diante de uma situ­a­ção real, per­ce­be­mos que esta­mos usando con­cei­tos mate­má­ti­cos, mas eles estão pre­sen­tes. Afi­nal, a mate­má­tica não é ape­nas uma dis­ci­plina, é uma forma de pen­sar que deve estar ao alcance de todos. Sendo assim, somos capa­zes de apren­der mate­má­tica, inde­pen­dente do meio social que esta­mos inse­ri­dos, uma vez que ela é parte inte­grante de nos­sas raí­zes culturais.

Con­tem­pla­mos neste livro os con­teú­dos estru­tu­ran­tes – Núme­ros e Álge­bra, Fun­ções, Geo­me­trias e Tra­ta­mento da Infor­ma­ção –, os quais não se esgo­tam nas abor­da­gens esco­lhi­das pelos auto­res, sendo pos­sí­veis mui­tas outras.

Opta­mos por não apre­sen­tar, sem­pre que pos­sí­vel, as defi­ni­ções e demons­tra­ções das rela­ções mate­má­ti­cas, para que você, aluno, par­ti­cipe da cons­tru­ção das mes­mas e que, dessa forma, a mate­má­tica lhe pos­si­bi­lite lei­tu­ras de mundo, con­tri­buindo na for­ma­ção do seu pen­sa­mento mate­má­tico crí­tico, o qual influi nas toma­das de deci­sões em diver­sas ações do coti­di­ano. E por que essa con­cep­ção para se abor­dar con­teú­dos de matemática?

Isso se deve ao fato de que no ensino da Mate­má­tica esco­lar tem se enfa­ti­zado méto­dos que se fun­da­men­tam no rigor das demons­tra­ções mate­má­ti­cas. Essa prá­tica favo­rece o cará­ter mera­mente uti­li­tá­rio, que cria con­di­ções para o manejo mecâ­nico do objeto mate­má­tico de forma a resol­ver situações-problema, sem a devida pre­o­cu­pa­ção de bus­car a vali­dade e acei­ta­ção científica.

Ela­bo­ra­mos esses tex­tos com o obje­tivo de que você, estu­dante, con­ceba a Mate­má­tica como uma ciên­cia a ser expe­ri­en­ci­ada. Assim, é pos­sí­vel vivenciá-la por meio de situações-problema do seu coti­di­ano, pos­si­bi­li­tando a explo­ra­ção dos con­cei­tos mate­má­ti­cos atra­vés de ati­vi­da­des, pelas quais possa enten­der os seus significados.

Nessa con­cep­ção, valorizam-se as dis­tin­tas manei­ras de mani­fes­ta­ção do conhe­ci­mento mate­má­tico, ou seja, as quan­ti­da­des e as for­mas espa­ci­ais como meio para pro­du­zir­mos um raci­o­cí­nio e uma lógica mate­má­tica a par­tir das situ­a­ções liga­das às nos­sas expe­ri­ên­cias pes­so­ais e coletivas.

Essas idéias aqui defen­di­das nos per­mi­tem pen­sar em uma prá­tica de ensino de mate­má­tica numa pers­pec­tiva crí­tica, que arti­cula o conhe­ci­mento mate­má­tico com as outras áreas, con­tri­buindo na solu­ção de pro­ble­mas pre­sen­tes no meio social, polí­tico, econô­mico e his­tó­rico no qual nos inserimos.

No ensino da Mate­má­tica, a abor­da­gem expe­ri­en­ci­ada pelo valor for­ma­tivo pos­si­bi­lita a você, estu­dante, criar no seu ima­gi­ná­rio, uma heu­rís­tica que, por meio da ela­bo­ra­ção de hipó­te­ses, ori­ente a busca de solu­ções para as situações-problema. Uma abor­da­gem inte­res­sante para nós é a que leva em con­si­de­ra­ção o valor esté­tico. Esta pos­si­bi­lita por meio da geo­me­tria, inter­vir na mudança do espaço onde cir­cu­la­mos e vive­mos, resul­tado do espí­rito inven­tivo do ser humano, que faz a pes­soa per­ce­ber a beleza atra­vés da apre­ci­a­ção, sen­si­bi­li­dade e, por con­se­guinte, de esta­dos emo­ci­o­nais diversos.

As pro­du­ções que fazem parte deste Livro Didá­tico Público da Dis­ci­plina de Mate­má­tica, pro­cu­ram par­tir de situ­a­ções de nossa vivên­cia e con­si­de­ram a inves­ti­ga­ção mate­má­tica como fun­da­mento teórico-metodológico para dire­ci­o­nar a prá­tica docente. Sendo assim, ao resol­ver um pro­blema mate­má­tico, pen­sa­mos nos estu­dan­tes usando eta­pas, tais como: a obser­va­ção, a explo­ra­ção, a for­mu­la­ção de con­jec turas, a pes­quisa teó­rica, a con­fir­ma­ção das con­jec­tu­ras e, final­mente, a vali­da­ção ou refu­ta­ção das conjecturas.

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Fonte: Issue

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