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	<title>Blog do Professor de Matemática &#187; Desafios Matemáticos</title>
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	<description>Aqui todo dia é dia de matemática!</description>
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		<title>Bons de conta:  Brasileiros perdem noites de sono em busca de respostas para problemas que valem milhões</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Nov 2009 18:17:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>math</dc:creator>
				<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[Desafios Matemáticos]]></category>
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		<description><![CDATA[Bons de conta:  Brasileiros perdem noites de sono em busca de respostas para problemas que valem milhões]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><strong> </strong></strong></p>
<p><strong><strong> </strong></strong></p>
<p><strong><strong><span style="font-weight: normal; ">Segundo, Camilo Vannuchi, da Isto é Online:</span></strong></strong></p>
<div id="attachment_246" class="wp-caption alignleft" style="width: 184px"><img class="size-full wp-image-246 " title="professor" src="http://diadematematica.com/docentes/wp-content/uploads/2009/08/professor.gif" alt="professor" width="174" height="191" /><p class="wp-caption-text">professor</p></div>
<p>&#8220;Eles são obsessivos, adoram quebra-cabeças e enigmas. Um prêmio de US$ 1 milhão lançado pelo Instituto Clay de Matemática, com sede nos Estados Unidos, fez a obsessão dos matemáticos triplicar. Leva o dinheiro quem conseguir resolver um dos sete desafios apresentados pelo instituto. Mas engana-se quem imagina uma bateria de exercícios com gabarito disponível ao final da prova. Os sete probleminhas até agora não tiveram solução. Há séculos, vêm infernizando a vida dos mais ilustres profissionais da área, capazes de fundir o cérebro por horas a fio, afogados em fórmulas e equações&#8221;.</p>
<p>Mas que para matemáticos eu diria que é um prazer, encontrar desafios, principalmente quando o desafio ainda é uma incógnita.</p>
<p>Veja abaixo, a matéria na sua íntegra:</p>
<p>Os brasileiros participam da corrida. O chefe do departamento de Matemática Pura do Instituto de Matemática e Estatística da USP, professor Rui Almeida, quer oferecer uma explicação para a Conjectura de Poincaré (leia quadro ao lado). Ele tenta decifrar o enigma há dez anos. Em 1997, Almeida chegou a publicar artigo em uma revista especializada acreditando ter solucionado o mistério. Existia um único erro em sua análise e ele foi obrigado a retomar os estudos. “Foi ingenuidade minha. Achava que alguns desenhos simples resolveriam o problema”, admite. Às vezes, o professor acorda assustado no meio da noite, certo de haver finalmente alcançado uma solução. Têm sido sempre alarmes falsos. “Meu interesse pela conjectura é tão grande que a curiosidade se transformou em atração fatal”, diz. Quando perguntado sobre a relevância prática de seus estudos, Almeida confabula por longos minutos antes de responder contrariado. “O matemático é um pouco alienado da vida prática. Ele costuma ficar imerso em um universo paralelo. Conceitos da matemática pura às vezes demoram décadas para alcançar uma aplicação”, diz.</p>
<p>Os professores Newton da Costa, da Faculdade de Filosofia da USP, e Francisco Antônio Dória, da Escola de Comunicação da UFRJ, estão há mais de seis anos debruçados sobre outro problema, conhecido pela estranha expressão “P=NP?”. Costa tornou-se conhecido internacionalmente após criar, em 1963, o palavrão “lógica paraconsistente”, uma lógica que admite premissas contraditórias entre si. Agora, Costa entrega-se à nova batalha e espera uma enxurrada de concorrentes. “Com o prêmio, devem aparecer diversos aventureiros em busca do dinheiro. Gente que nunca pensou no problema passará a se dedicar a ele”, diz. Longe do estereótipo do matemático, Costa não trabalha com cálculos e equações monstruosas em sua pesquisa. “Encontrar uma resposta depende apenas de raciocínio. Eu costumo andar de um lado para o outro, pensando, fazendo alguns rabiscos. De repente, uma luz me ocorre”, conta. O parceiro Antônio Dória está confiante na vitória, mas não descarta a possibilidade de ser ultrapassado por um novato. “Tempo de estudo não significa nada. Pode aparecer um jovem genial e resolver o problema na hora”, garante.</p>
<p><strong>Acaso</strong> – É que na matemática as soluções podem surgir por puro acaso. A maioria das descobertas científicas costuma despontar na esteira de uma pesquisa iniciada com outro objetivo. “Não basta atravessar noites em claro trabalhando. Geralmente, o matemático desenvolve uma tese sobre determinado assunto e, no meio das suas explanações, esbarra na resposta para uma outra questão”, diz Luiz Barco, matemático e professor de Lógica da Escola de Comunicações e Artes da USP. O físico e engenheiro Aguinaldo Prandini Ricieri, professor do curso pré-vestibular do colégio Anglo, em São Paulo, e do Instituto de Tecnologia e Aeronáutica, em São José dos Campos, no interior paulista, parece discordar de Barco. Para incentivar os concorrentes, Ricieri decidiu colocar no site www.prandiano.com.br uma explicação didática das sete questões, com a qual promete auxiliar os interessados em resolvê-los. Quanto ao prêmio oferecido pelo instituto americano, Ricieri ousa qualificá-lo de irrisório. “O valor de mercado de alguns enigmas como as equações de Navier-Stokes é altíssimo; US$ 1 milhão não é nada perto do que as indústrias poupariam ao prescindir de simulações e testes de desempenho de automóveis”, acredita.</p>
<p>Assim que o Instituto Clay tornou pública a oferta dos milhões e disponibilizou as regras do concurso no site www.claymath.org, outros desafios semelhantes foram lançados. Um deles é decifrar a Conjectura de Goldbach, inexplicável desde a sua formulação, em 1742. Ela diz que todo número natural par maior do que 2 é a soma de dois primos (números divisíveis apenas por 1 e por eles mesmos). Quem for capaz de provar nos próximos dois anos que isso não é apenas uma enorme coincidência será agraciado também com US$ 1 milhão pelas editoras Faber and Faber (Inglaterra) e Bloomsbury (Estados Unidos).</p>
<p>Para quem não sabe, até da ficção surgem desafios matemáticos. Uma carta criptografada, supostamente escrita pelo ficcionista inglês Edgar Allan Poe, espera uma tradução há 150 anos. É que cada símbolo corresponde a uma letra e são necessárias inúmeras tentativas para descobrir as correspondências. Há um prêmio de US$ 2.500 nos Estados Unidos para quem decifrar os garranchos de Poe.</p>
<p>A Unesco promove em 2000 o ano internacional da matemática e estão sendo organizados seminários e congressos pelo mundo. Não é de estranhar que tantos prêmios tenham aparecido. Os brasileiros, por enquanto, estão tão preocupados com os enigmas que não pararam para pensar no dinheiro. “Sei lá o que fazer. É provável que eu deposite num banco e continue dando aula normalmente”, arrisca Dória.
</p>
<table width="450" border="0" cellspacing="3" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr bgcolor="#FFCC99">
<td width="219">
<div align="center"><strong>P=NP?</strong></div>
</td>
<td width="231">
<div align="center"><strong>A conjectura de hodge</strong></div>
</td>
</tr>
<td width="219">
<div align="left">Todo problema n&atilde;o polinomial tem uma resolu&ccedil;&atilde;o polinomial?&nbsp;<br />
        O desafio &eacute; descobrir se os problemas resolvidos por tentativas admitem uma solu&ccedil;&atilde;o r&aacute;pida. Um computador poder&aacute; organizar a grade hor&aacute;ria de uma escola em poucos segundos</div>
</td>
<td width="231">
<div align="left">Qualquer objeto pode ser descrito como a uni&atilde;o de blocos geom&eacute;tricos? Um taco de beisebol pode ser simplificado em uma combina&ccedil;&atilde;o de esferas e cilindros? Um m&eacute;todo facilitaria a padroniza&ccedil;&atilde;o dos manuais de produ&ccedil;&atilde;o das ind&uacute;strias</div>
</td>
</tr>
<tr bgcolor="#FFCC99">
<td width="219">
<div align="center"><strong>A conjectura de poincar&eacute;</strong></div>
</td>
<td width="231">
<div align="center"><strong>A hip&oacute;tese de riemann</strong></div>
</td>
</tr>
<td width="219">&ldquo;Se uma variedade de dimens&atilde;o 3 &eacute; compacta, conexa e&nbsp;<br />
        simplesmente conexa, ent&atilde;o,&nbsp;<br />
        ela &eacute; a esfera de dimens&atilde;o 3&rdquo;.&nbsp;<br />
        Seja qual for o signifcado disso, trata-se da descri&ccedil;&atilde;o alg&eacute;brica&nbsp;<br />
        de objetos abstratos</td>
<td width="231">Utilizando uma tal fun&ccedil;&atilde;o&nbsp;<br />
        Zeta, procura-se explicar a&nbsp;<br />
        disposi&ccedil;&atilde;o de n&uacute;meros primos&nbsp;<br />
        no universo de n&uacute;meros naturais. Ningu&eacute;m conseguiu criar&nbsp;<br />
        uma equa&ccedil;&atilde;o capaz de mostrar&nbsp;<br />
        se ela segue algum crit&eacute;rio</td>
</tr>
<tr bgcolor="#FFCC99">
<td width="219">
<div align="center"><strong>Teoria de yang-mills</strong></div>
</td>
<td width="231">
<div align="center"><strong>Equa&ccedil;&otilde;es de navier-stokes</strong></div>
</td>
</tr>
<td width="219">
<div align="left">J&aacute; se estabeleceram equa&ccedil;&otilde;es capazes de descrever o&nbsp;<br />
        comportamento de part&iacute;culas&nbsp;<br />
        elementares como os el&eacute;trons. Jamais foi explicado como agem part&iacute;culas pesadas como os n&ecirc;utrons, embora usem-se as mesmas equa&ccedil;&otilde;es</div>
</td>
<td width="231">
<div align="left">Acredita-se que essas equa&ccedil;&otilde;es estabele&ccedil;am princ&iacute;pios para se entender o movimento dos corpos em ambientes como a &aacute;gua e o ar. Ap&oacute;s decifradas, poupariam a ind&uacute;stria automobil&iacute;stica e aeron&aacute;utica da tradicional bateria de testes</div>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table width="450" border="0" cellspacing="2" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr bgcolor="#FFCC99">
<td>
<div align="center"><strong>Conjectura de birch e swinnerton-dyer</strong></div>
</td>
</tr>
<td>Equa&ccedil;&otilde;es com mais de duas vari&aacute;veis e coeficientes fracion&aacute;rios podem ou n&atilde;o apresentar solu&ccedil;&atilde;o com n&uacute;meros inteiros. Falta descobrir quando elas possuem esses resultados e quando eles s&atilde;o finitos ou infinitos</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Fonte: <a href="http://www.terra.com.br/istoe/1609/comportamento/1609bons.htm" target="_blank">ISTO É ONLINE</a> , acessado em 26 de novembro de 2009.</p>


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